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Blog Marcelo Uchoa

  • Tue, 27 Oct 2015 17:27:23 +0000

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  • Tue, 17 Mar 2015 23:20:10 +0000

    A bandeira na Paulista

    Como muita gente fui na Paulista no ultimo domingo. Levei uma câmera menor prevendo a multidão ( uma decisão acertada ) !

    Logo que cheguei ja fiz os primeiros clicks e o resultado muito ruim. Lembrei do que sempre falo aos meus alunos e então preparei a câmera para o ambiente onde estava. Claro, tudo mudou. Satisfeito com o que estava registrando, me dei conta que somente deste instante em diante é que minha cabeça ( ou meu olho)  pode começar a ver o que estava realmente acontecendo. O equipamento estava sob controle e eu tinha espaço mental agora para me concentrar no que acontecia.

    Tudo mudou deste instante em diante. Os tipos curiosos, os acontecimentos, os personagens, tudo parecia vir na minha frente, mas eles ja estavam lá, eu que ainda não tinha espaço mental para vê-los.

    Já senti isso em viagens. Um lugar novo é tão diferente que não conseguimos fotografar direito. Precisamos um pouco de tempo para ler o lugar e dai ter a cabeça mais a vontade para poder enxergar o que fotografar. Abaixo algumas cenas que fiz em ordem cronológica. Acho que dão a dimensão do que tentei contar.

    print 12 imagena paulista v001

    E assim a ficou a Paulista, coberta de Brasileiros !


  • Tue, 10 Mar 2015 10:01:10 +0000

    Prepare-se e aproveite mais !

     

    Hoje meu post é sobre a Exposição SAL e algo que me marcou nela além das imagens.

    Fui na abertura e depois visitei a exposição com alguns alunos acompanhado pelo seu autor, o fotógrafo Ricardo Hantzschel.

    Depois que saí de lá me lembrei de um tio e médico da minha família, muito amigo do meu Pai, Tio José. Ele as vezes viajava para o exterior e quando decidia o lugar, passava a estudar o país e sua cultura antes de chegar lá. Isso nunca me saiu da cabeça e sempre que tive a chance imitei este comportamento. Quando o fiz, a qualidade da minha experiência foi imensamente superior à quando não fiz. Já fotografando, fui assistente freelance de um fotógrafo americano que estava pelo Brasil. Ajudei-o a fotografar o carnaval no Rio de Janeiro. No navio que ele veio aconteceu um show na 5 feira antes do carnaval. Era um show para os turistas do navio entenderem o que era tudo aquilo que estava acontecendo. Era para turistas, mas eu assisti e vi quanto eu não sabia sobre todo o significado de cada pedaço das Escola de Samba. Mudou meu jeito de ver o desfile.

    Tudo isso para voltar a exposição e poder contar aqui um pouco do que o Ricardo contou.

    Descreveu como é feito o sal nessas salinas, da solidão que ele passou nas várias viagens que fez ao local, de como o sal é retirado ainda manualmente e como uma simples chuva põe a perder um dia inteiro de trabalho.

    Falou do trabalho duro e do porque este local deve desaparecer devido a condições climáticas e de mercado. De como o sal brota da evaporação da água e petrifica tudo que está ao redor.

    Explicou que o mesmo sal que gerou tantas lindas cenas também foi utilizado, junto com a prata, para sensibilizar o papel onde as imagens foram impressas.

    Detalhou como esse papel, artesanalmente preparado por ele, tão específico e particular, foi mapeado com a tecnologia digital, para que as tonalidades que ele reproduz fossem conhecidas e a captação e tratamento das imagens feitas da melhor maneira.

    Descobrimos nas entrelinhas que os projetos dele estão muito ligados a coisas que estão desaparecendo, que ele de repente ele decide registrar antes que sumam de vez.

    Enfim, uma riqueza que dificilmente teríamos condições de captar na mostra, apenas com nosso repertório habitual.

    Após salvar este post para revisa-lo, abri o jornal pela manhã e me deparei com a mostra de Picasso que irá começar. Me parece que os organizadores prevendo as filas, tiveram a ideia de colocar educadores explicando o universo de Picasso, para que o tempo da fila passe mais rápido.

    Excelente ideia!

     


  • Tue, 03 Mar 2015 23:08:43 +0000

    Continuando um pouco no assunto do post anterior, sobre a cor do vestido, resolvi detalhar um pouco uma função que existe em todas as câmeras, mesmo as dos celulares, e é muitas vezes esquecida: o WB.

    Como comentei nosso olho se adapta automaticamente eliminando o excesso de cor de qualquer fonte de luz. Isso não acontece com os captadores nas câmeras (a não ser que você decida trabalhar com um arquivo RAW e não JPG, mas isso eu conto em um post futuro…). As câmeras digitais trazem no menu de configuração uma área onde “contamos” para as câmeras que tipo de luz predomina na cena que vamos fotografar. Em geral temos no mínimo as opções:

    • Luz de sol
    • Luz incandescente
    • Luz fluorescente
    • Dia nublado
    • Sombra
    • além do modo Automático.

    Identificar a luz do ambiente e “avisar” a câmera, traz uma grande melhora na cor da nossa captação. Veja abaixo a diferença entre uma captação com WB correto e errado.

    gui tapando olho dris tapando o olho shade tapando o olho tugstenio

    Em geral a pergunta que resta é:

    E o modo Automático? Não funciona?

    A resposta é: Funciona, mas pode se enganar.

    Imagine você fotografando um lugar com uma grande parede de cor azul ao fundo. O automático irá interpretar que aquele excesso de azul vem do iluminante e tentará corrigir isso, errando a correção. Eu utilizo o automático em geral apenas quando tenho uma mistura de fontes de luz de cores variadas (fluorescente + incandescente + janela por exemplo), e ainda assim testo antes para ver se o Automático funcionou bem, caso contrário vou experimentando qual modo fica melhor naquela condição.

    Ajudou?

    Vou deixar uma pergunta para ver quem responde aí nos comentários.

    Se nossa câmera está com o WB regulado para luz de dia (Sol). Fotografamos a pessoa então no dia de sol, de roupa branca, mas essa pessoa está na sombra de um prédio, a roupa vai ficar branca na fotografia? Se não vai ficar branca de que cor ficará? Por que?

    Abraços, e até breve!


  • Fri, 27 Feb 2015 15:20:38 +0000

    Depois de muito resolvi estrear meu Blog com uma questão que pipocou hoje (27/02/15) na Internet.

    A dúvida sobre a cor do vestido

    vestido meio termo

    Para entender o que acontece, temos que saber que nossos olhos enxergam as cores dos objetos tentando ” descontar” a cor da fonte de luz que os ilumina.

    Explico: A noite em casa, com as lâmpadas incandescentes (amareladas) acesas, não enxergamos as páginas do nosso livro amarelas. Nosso olho compensa automaticamente o excesso de amarelo e as páginas nos parecem brancas. Isso vale todo o tempo.

    Em momentos diferentes do dia o sol tem coloração mais avermelhada  (no inicio e final do dia), mais branca no meio do dia, mais azul em dias nublados etc… Todas estas variações são automaticamente resolvidas pelo olho, em geral sem nos darmos conta disso.

    Este automatismo em determinados momentos pode gerar situações curiosas. Quem trabalha com computadores e profissionalmente tem que calibrar cores (por exemplo de um logotipo ou embalagem) sabe que seu ambiente de trabalho não pode ter uma cor predominante pois isso tira sua capacidade de avaliar a cor.

    Além de um monitor calibrado, as paredes do ambiente tem que ser neutras (em geral algum tom entre branco e cinza), as lâmpadas do ambiente especiais (neutras em termos de cor) e o fundo da tela também cinza (minha primeira atitude ao instalar um Windows é trocar aquele azul da Microsoft para preservar minha capacidade de avaliar as cores).

    Enfim, com tudo isso posto, resta responder a  pergunta sobre o vestido e entender os motivos da discórdia.
    Neste caso além de tudo que foi exposto acima, temos um segundo fator. Depois que o olho avalia a cena onde está o nosso objeto iluminado, ele envia essa informação para o cérebro interpretar a imagem.
    Lá temos que decidir qual é a cor ” da coisa” e qual é a cor “da luz que ilumina a coisa”.

    Se tivermos uma latinha de coca cola com uma luz levemente amarelada, nosso cérebro vai rapidamente entender qual é a cor do objeto e qual é a cor do iluminante e achamos tudo normal corrigindo a distorção.

    No caso do vestido, onde as cores são mais sutis, pouco saturadas, o objeto desconhecido e a fonte de luz indefinida, nosso cérebro tem que resolver o seguinte dilema:

    • A luz era azulada e portanto devemos “descontar” o azul com mais amarelo, deixando a parte clara do vestido mais branca e neutra e parte escura mais amarelada / dourada.
    • A luz era amarelada, e portanto devemos “descontar” o amarelo com mais azul, tornando a parte clara do vestido mais azul e a parte escura mais preta e neutra.

    Resumindo:

    Tons pasteis do vestido

    +

    Nosso olho automático 

    +

    A dúvida do cérebro sobre a cor do iluminante 

    +

    A ambiente onde está a pessoa que olha a imagem 

    +

    As variações das telas de todos os celulares e computadores

    Igual a :

    Confusão generalizada na Internet !

    Abaixo, não sei se ajudo a aumentar ou a diminuir a confusão, mas deixo a cena do vestido transformada pelo Photoshop.

    A esquerda neutralizei a parte clara do vestido (fazendo o papel do cérebro que definiu que o iluminante da cena era azul).

    A direita neutralizei a parte escura do vestido (fazendo o papel do cérebro que interpretou que o iluminante da cena era uma luz amarelada)

    vestido dourado  vestido azul

    Enfim, dependendo de como todas estas variáveis aconteceram  para você, você caiu no grupo da esquerda ou da direita.

    Por hoje é isso.

    Espero que tenham gostado e espero que eu consiga a partir deste ter uma regularidade de posts.

    Comentários e sugestões são extremamente benvidos. Sou novo nisso !  Até mais.


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